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icone da página Forte do Leme

Forte do Leme

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Entre a Mata Atlântica e a Baía da Ilha Grande, as ruínas do Forte do Leme permanecem como vestígios de uma arquitetura concebida para vigiar o horizonte.

Neste álbum, a fotografia percorre túneis, trilhos, paredes, canhões e antigas estruturas militares. Mais do que registrar o lugar, procura perceber como o tempo, a vegetação e a paisagem transformaram aquilo que um dia foi construído para resistir.

Ruínas entre a mata e o mar

Localizado na região da Ponta Leste, em Angra dos Reis, o Forte do Leme ocupa uma área voltada para a Baía da Ilha Grande, próxima ao Terminal Petrolífero da Baía da Ilha Grande e ao monumento dedicado aos mortos do encouraçado Aquidabã.

A fortificação é formada por dois poços circulares de artilharia ligados por túneis ao antigo quartel. Trilhos instalados no solo permitiam transportar as pesadas granadas do paiol até os canhões.

As duas peças preservadas possuem calibre de 234 milímetros e foram fabricadas em 1901 pela empresa britânica Armstrong Whitworth. A origem desses canhões permanece controversa: algumas fontes os relacionam ao encouraçado Riachuelo; outras, ao Aquidabã, que explodiu e afundou na baía de Jacuacanga em 1906.

Fonte histórica: Portal Oficial de Turismo de Angra dos Reis .


Uma travessia visual pelo Forte do Leme

As fotografias deste álbum seguem o percurso de quem se aproxima lentamente das ruínas.

Primeiro, a paisagem apresenta o lugar. Depois, surgem as paredes, as passagens estreitas, os trilhos e os túneis. Aos poucos, os canhões revelam sua escala e sua materialidade, cercados por uma vegetação que avança sobre aquilo que o tempo deixou para trás.

Cada imagem acrescenta uma camada à narrativa: a função militar, o abandono, a permanência da matéria e a transformação provocada pelo clima, pela umidade e pela mata.


Patrimônio, paisagem e memória

Fotografar o Forte do Leme é observar uma tensão silenciosa entre permanência e desaparecimento.

O metal sofre a ação do tempo. As estruturas perdem seus contornos originais. A vegetação ocupa frestas, paredes e caminhos. Ao redor de tudo, a paisagem costeira continua aberta, luminosa e aparentemente indiferente às construções humanas.

A fotografia entra nesse espaço como documento e interpretação. Ela preserva detalhes, organiza memórias e permite que o lugar seja observado para além do abandono.


Parque Municipal Forte do Leme

Em julho de 2025, o Município de Angra dos Reis instituiu o Parque Municipal Forte do Leme, com a finalidade de conservar o patrimônio ambiental, histórico e cultural, além de fomentar o turismo ecológico e de contemplação.

A implantação plena do parque ainda depende da cessão e da regularização das áreas vinculadas à União e à Petrobras, bem como da criação de normas específicas de uso, infraestrutura e visitação.

Leia a publicação oficial da Prefeitura de Angra dos Reis .


Do álbum ao documentário

Este ensaio fotográfico integra um trabalho mais amplo de registro do Forte do Leme.

No documentário, Missilene e eu percorremos as ruínas, os túneis e as antigas estruturas militares, reunindo imagens, informações históricas e impressões vividas durante a expedição.

Fotografias e texto por Eduardo Mauri.

Assistir ao documentário do Forte do Leme

Clique nos cantos do álbum para folhear

Instagram @eduardomaurifotografia

Informações

  • (11) 96623-8431
  • 11966238431
  • [email protected]
  • Eduardo Mauri Matos

Eduardo Mauri Fotografia